Eleições 2026: Empresas devem seguir Lei Eleitoral e organizar escalas para que profissionais possam votar
O SEAC-RJ informa às empresas de sua base que recebeu do Ministério Público do Trabalho, Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região a Notificação PRT/01/COP – 17º Ofício Comum Especializado da PRT da 1ª Região/RJ nº 51609.2024, contendo orientações relativas às Eleições de 2026, especialmente quanto à prevenção ao assédio eleitoral e à organização das escalas de trabalho nos domingos de votação.
O SEAC-RJ recomenda que as empresas organizem previamente suas escalas de trabalho, assegurando aos empregados tempo suficiente para deslocamento até suas seções eleitorais e exercício do direito de voto.
As empresas deverão, ainda, orientar gestores, supervisores, encarregados e demais lideranças quanto à vedação de qualquer forma de pressão, constrangimento, ameaça, promessa de benefício ou tratamento diferenciado relacionado à escolha política ou eleitoral dos trabalhadores.
Nas atividades contínuas e nos contratos de prestação de serviços, as empresas deverão compatibilizar a manutenção dos serviços com o direito de voto dos empregados. A recomendação não implica necessariamente a paralisação das atividades nos domingos eleitorais, mas exige que sejam asseguradas condições efetivas para que os trabalhadores escalados possam exercer livremente o direito de voto.
Recomenda-se ampla divulgação dessas orientações às áreas de Recursos Humanos, Departamento Pessoal e gestores operacionais, como medida preventiva e de segurança jurídica.
Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2026.
Ricardo Garcia
Presidente do SEAC-RJ
Os Novos Desafios da Justiça do Trabalho
Palestrante confirmado, Dr. Otávio Calvet, Juiz Federal do Trabalho e Desembargador Convocado do TRT da 1º Região.
O encontro será presencial, na próxima segunda-feira, 24 de agosto, às 16h, no auditório do Seac-RJ, na Praça Pio X, nº 89 – 6º andar.Centro- RJ.
Será uma tarde de debates e troca de experiências sobre os principais temas que impactam diretamente a segurança jurídica e a sustentabilidade das empresas.
Vagas limitadas.
Confirme sua participação através do telefone (21) 99905-5877 ou pelo e-mail aeps-rj@aeps-rj.com.br
CRÉDITO DO TRABALHADOR – CUIDADOS NAS RESCISÕES CONTRATUAIS
O SEAC-RJ e a AEPS-RJ alertam as empresas para os procedimentos relacionados ao Programa Crédito do Trabalhador, especialmente nos casos de desligamento de empregados que possuam empréstimos consignados ativos.
Conforme as orientações do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, antes da conclusão dos cálculos rescisórios, a empresa deverá consultar as informações disponibilizadas no Portal Emprega Brasil relativas aos contratos de empréstimo consignado do trabalhador.
A consulta deverá ser realizada o mais próximo possível do cálculo da rescisão e do envio do evento S-2299 ao eSocial, verificando-se especialmente o saldo devedor atualizado e o percentual das verbas rescisórias eventualmente oferecidas pelo trabalhador como garantia.
Caso o saldo devedor atualizado ou o percentual da garantia não estejam disponibilizados na consulta, o desconto da garantia sobre as verbas rescisórias não deverá ser realizado, conforme orientação do próprio MTE.
Recomenda-se que a empresa preserve o resultado da última consulta realizada antes do desligamento, tendo em vista que, após o processamento do S-2299, o encerramento do vínculo poderá impedir nova consulta aos contratos ativos daquele vínculo.
O SEAC-RJ e a AEPS-RJ recomendam especial atenção dos setores de Recursos Humanos, Departamento Pessoal e das empresas responsáveis pelo processamento da folha, evitando-se descontos sem respaldo nas informações disponibilizadas pelos sistemas oficiais.
As entidades lembram, ainda, que já encaminharam consulta aos órgãos e entidades competentes acerca das obrigações impostas aos empregadores pela sistemática do Crédito do Trabalhador.
Na manifestação institucional, SEAC-RJ e AEPS-RJ demonstraram preocupação com a transferência às empresas de relevantes encargos administrativos e operacionais decorrentes de uma operação financeira da qual o empregador não participa e pela qual não recebe qualquer contraprestação.
Entre as atividades transferidas às empresas estão o acompanhamento das informações disponibilizadas pelos sistemas oficiais, adequação e parametrização das folhas de pagamento, processamento dos descontos, escrituração no eSocial, recolhimentos, tratamento de inconsistências e treinamento das equipes de Recursos Humanos e Departamento Pessoal.
Além do custo administrativo e tecnológico, as entidades manifestaram preocupação com o risco de responsabilização do empregador por eventual desconto incorreto, ausência de desconto ou falhas decorrentes de informações disponibilizadas pelos sistemas envolvidos na operação.
Trata-se de questão especialmente relevante porque a contratação do crédito decorre de relação estabelecida entre o trabalhador e a instituição financeira, enquanto ao empregador são atribuídas importantes obrigações operacionais para viabilizar o desconto e o recolhimento das parcelas.
Por essa razão, SEAC-RJ e AEPS-RJ solicitaram esclarecimentos e maior segurança jurídica quanto aos limites das obrigações e responsabilidades empresariais, especialmente nas hipóteses em que eventual inconsistência decorra de informação fornecida por terceiros ou pelos próprios sistemas responsáveis pela operacionalização do programa.
Enquanto não houver esclarecimento definitivo sobre essas questões, recomenda-se às empresas rigorosa observância das informações disponibilizadas nos sistemas oficiais e a manutenção dos respectivos registros e comprovantes, evitando procedimentos baseados em presunções ou informações não oficialmente disponibilizadas.
O SEAC-RJ e a AEPS-RJ continuarão acompanhando o tema e informarão às empresas sobre eventuais respostas, alterações normativas ou novas orientações dos órgãos competentes.
Votação do Estatuto do Aprendiz é adiada e Febrac negocia mudanças em defesa do setor
Fonte: febrac.org.br
A votação do novo Estatuto do Aprendiz (PL 6.461/2019), marcada para a última quarta-feira (12) no Plenário do Senado, foi adiada diante da falta de acordo sobre pontos do texto. A expectativa é que a matéria volte à pauta no próximo esforço concentrado da Casa, previsto para começar em 31 de agosto. Com o adiamento, a Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços (Febrac) intensifica a defesa de mudanças que considerem as particularidades das empresas do setor de serviços terceirizáveis.
OUTRAS NOTÍCIAS
Decisão de sócio tem peso tributário que ninguém te contou
Fonte: febrac.org.br
Toda empresa tem dois planos de decisão que deveriam conversar entre si, mas raramente conversam: o plano societário e o plano tributário. No primeiro, os sócios definem participações, retiradas, estratégias de crescimento e estrutura de governança. No segundo, a legislação fiscal determina como cada uma dessas decisões será tratada pelo fisco, quanto vai custar, o que pode ser otimizado e o que vai gerar obrigação. O problema é que, na maioria das empresas, esses dois planos operam de forma independente. Decisões societárias são tomadas com base em critérios estratégicos ou operacionais legítimos, sem que o impacto tributário seja considerado no momento em que ainda é possível agir sobre ele.
LGPD completa oito anos e consolida Judiciário como um dos maiores agentes na proteção de dados do país
Fonte: tjrj.jus.br
Na rotina do sistema de justiça, documentos como petições, certidões e laudos periciais sempre circularam em grande volume. A criação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que completa oito anos nesta sexta-feira, 14 de agosto, alterou as dinâmicas ao redor do recebimento e armazenamento dessas informações, transformando o Poder Judiciário em um dos maiores agentes de tratamento de dados pessoais do país.
Sistema Fecomércio RJ lançará estudo inédito em parceria com a UFF
Fonte: fecomercio-rj.portaldocomercio.org.br
O presidente do Sistema Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, participou na quarta-feira (05/08) da apresentação de um estudo inédito desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF). A pesquisa, conduzida pelos professores Marco Antonio Vargas e Jorge Nogueira de Paiva Britto, busca mensurar quanto os investimentos do Sistema S no Rio de Janeiro, especialmente por meio de programas de atenção básica à saúde e prevenção, representam em economia para o poder público, e não em gasto.



